Valores normativos de massa muscular em idosos de comunidades de baixa renda no Amazonas
Por Amanda Thays Nunes Moreira (Autor), Duarte Henriques-Neto (Autor), Erica Lasmar Neves (Autor), Henrique Bernardo de Oliveira Neto (Autor), Rafaella de Souza Pereira Rodrigues (Autor), Lucineide Praia dos Reis (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
massa muscular desempenha papel essencial na manutenção da funcionalidade, mobilidade e saúde geral ao longo do envelhecimento. A redução progressiva dessa variável está associada à sarcopenia, aumento do risco de quedas, fragilidade e pior qualidade de vida. Apesar de sua relevância, ainda há escassez de dados normativos em populações idosas residentes em regiões remotas e de baixa renda, como o interior do Amazonas.Objetivo: Apresentar valores normativos da massa muscular total (TMM), massa muscular apendicular (AMM), índice de massa muscular total (TMMI) e índice de massa muscular apendicular (AMMI) em idosos residentes na comunidade, estratificados por sexo e faixa etária.Métodos: Estudo transversal descritivo, aprovado pelo CEP (parecer nº 5.585.578), 1.618 idosos (1.226 mulheres e 392 homens), residentes no Amazonas. Foram incluídos indivíduos ≥60 anos, independentes funcionalmente e comcognição preservada. A massa muscular foi estimada por equações preditivas validadas, e os índices ajustados pela altura (kg/m²). Foram realizadas análises descritivas (média, desvio padrão e percentis) e testes inferenciais (teste t e qui-quadrado), adotando-se p≤0,05.Resultados: Os participantes apresentaram predominância de baixo nível socioeconômico e sexo feminino. Homens exibiram maiores valores de TMM, AMM, TMMI e AMMI em comparação às mulheres (p<0,001). Observou-se declínio significativo dessas variáveis com o avanço da idade em ambos os sexos, sendo os maiores valores identificados na faixa etária de 60-69 anos. Por exemplo, homens nessa faixa apresentaram TMM média de 27,1±3,4 kg, enquanto aqueles ≥80 anos apresentaram 23,9±3,1 kg. Tendência semelhante foi observada nas mulheres e nos demais indicadores.Conclusão: Os resultados fornecem valores normativos inéditos para idosos de baixa renda da região amazônica, evidenciando diferenças por sexo e declínio progressivo com a idade. Esses achados reforçam a necessidade de estratégias de saúde pública voltadas à prevenção da sarcopenia, incluindo monitoramento antropométrico, promoção da atividade física e intervenções nutricionais