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Receitas para uma vida longa e saudável abundam nas redes sociais e a busca por evidências é foco de inúmeros estudos científicos. Fatores ambientais, hereditários e do estilo de vida estão entre os indicadores associados à uma velhice mais saudável.

Entre os nossos comportamentos cotidianos, dois ganharam destaque com evidências associando-os ao bem-estar geral e ao envelhecimento saudável: a atividade física e o sono. Recentemente esses fatores tem sido referidos de forma mais específica quando relacionados ao conceito de BEM VIVER: o movimento com propósito e o descanso com qualidade.

Entende-se por movimento com propósito a prática espontânea de atividades físicas que tragam significado e prazer, como caminhar, cuidar da horta ou jardim, dançar, praticar ioga, Tai-Chi e esportes em geral em que o processo (o jogo) tenha maior relevância que o resultado (ganhar ou perder).

Já o descanso com qualidade é um conceito abrangente que vai além do “dormir bem”. Às vezes, dormimos por horas e nos sentimos cansados ao acordar (a duração do sono é apenas um dos fatores a considerar quando precisamos de descanso). Afinal, o cansaço cotidiano não é somente físico, como sugere a pesquisadora Saundra Dalton-Smith [https://www.apa.org/topics/mental-health/seven-rest-types]. Ela sugere que há sete tipos de descanso, cada qual relacionado à uma área da nossa vida: o descanso físico, o descanso mental, o descanso emocional, o descanso sensorial, o descanso criativo e o descanso espiritual.

Além do sono reparador, a pausas são essenciais na correria do dia a dia. O segredo parece estar em práticas simples, adaptadas às necessidades, aos interesses e ao modo de vida de cada pessoa. O curioso é que, em muitos casos, precisamos pausas reparadoras ativas (levantar da cadeira, mudar a postura, alongar-se).

Num mundo que parece acelerar cada vez mais diante das telas e onde a competição se sobrepõe à cooperação, o movimento com propósito e o descanso com qualidade devem ser vistos como processos de autocuidado, de preservação da nossa essência criativa e do bem-estar geral. São, portanto, pilares do bem viver!

Grande abraço.

Markus Nahas