Resumo

O basquetebol é um desporto intermitente de alta intensidade, no qual as exigências físicas variam de acordo com a posição em campo e com o contexto competitivo. Este estudo examinou os efeitos da posição em campo, do quarto de jogo e da fase do torneio sobre as exigências físicas externas observadas em sete jogos de playoff da Liga Uruguaia de Basquetebol Formativo. Treze jogadores masculinos sub-20 (U-20) altamente treinados (19.8 ± 0.9 anos) foram monitorizados através de sensores inerciais e de um Sistema de Posicionamento Local (LPS) para quantificar acelerações, desacelerações, mudanças de direção (CoD), saltos e carga mecânica. Foram observados efeitos significativos da posição em campo para desacelerações de alta intensidade (< −3 m·s ²) (p < .001; ηp² = .21), CoD à esquerda (p < .001; ηp² = .09), CoD à direita (p < .001; ηp² = .11), saltos de 0–20 cm (p < .001; ηp² = .09) e saltos acima de 40 cm (p = .003; ηp² = .06). Os armadores apresentaram maiores exigências de desaceleração e CoD, enquanto os pivôs realizaram mais saltos altos. Não foram encontrados efeitos significativos entre os quartos de jogo (todos p > .05). A fase do torneio apresentou efeitos significativos, mas triviais, para o Peak Player Load (p = .04; ηp² = .03) e para o CoD à direita (p = .03; ηp² = .03), com valores ligeiramente superiores nas fases mais avançadas do playoff. De forma geral, os resultados sugerem diferenças relacionadas com a posição em variáveis selecionadas de carga externa, enquanto as diferenças entre as fases do torneio foram de pequena magnitude. Estes achados apoiam o uso de estratégias de treino e monitorização de carga orientadas pela posição em jogadores U-20 altamente treinados.

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