Entre corpos, ancestralidade e educação Práticas corporais de matriz africana na educação física escolar
Por Ronaldo Vieira (Autor), Yara Aparecida Couto (Autor).
Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão sobre a compreensão do corpo e da ancestralidade nas matrizes africanas, explorando suas implicações para a Educação Física escolar. Nessa perspectiva, analisamos o corpo como um arquivo vivo de memórias, cosmologias e práticas, confrontando a visão ocidental cartesiana. Aborda a corporalidade africana como território de presença, disputa e produção de saberes, destacando como as práticas corporais de matriz africana — incluindo danças e ritos — constituem pedagogias ancestrais que mediam tempo, território, memória e presente. O trabalho enfatiza o entrelaçamento desses elementos em diversos contextos educativos e territoriais, ressaltando a relevância dessas perspectivas para a valorização da cultura afro-brasileira e para o desenvolvimento de uma Educação Física antirracista e inclusiva, apresentando, ainda, os resultados de uma intervenção pedagógica que utilizou um recurso educacional em formato de jogo de tabuleiro.
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