Resumo

O texto apresenta um ensaio teórico que entrelaça o debate sobre corpos, danças e educações no campo da Educação Física. Nos inspiramos a pensar nas nossas próprias histórias com as danças que nos fizeram, e ainda nos fazem, ser quem somos. E nas tantas danças, andanças e mudanças que se entrelaçam cotidianamente as nossas experiências de vida, tão distintas e singulares, tão potentes e verdadeiras, como professoras-dançantes. Reconhecemos que na história da Educação, e mais especificamente da Educação Física, há marcas das amarras coloniais presentes na educação dos corpos, que tem evidências ainda nos dias atuais. De forma que ao propor entrelaçar corpos, danças e educações estamos apontando um caminho para (des)formações, no qual as ideias hegemônicas de que as danças são para quem tem dom, talento, para os corpos esguios, magros, jovens e fortes, e só para mulheres, possam ser superadas, reconhecendo que todos os corpos são potencialmente dançantes.

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