Estrutura de treinamento autorrelatada por atletas de fisiculturismo amador brasileiro – estudo exploratório
Por Charles Ricardo Lopes (Autor), Rafael Sakai Zaroni (Autor), Enrico Gori Soares (Autor), Felipe Alves Brigatto (Autor), Jonato Prestes (Autor), Walter Krause Neto (Autor), Marcelo Saldanha Aoki (Autor), Moisés Germano (Autor).
Em Revista Brasileira de Ciência & Movimento v. 34, n 1, 2026.
Resumo
Atletas de fisiculturismo utilizam o treinamento de força (TF) para maximizar a hipertrofia muscular, seguindo padrões competitivos avaliados por critérios como proporção, simetria, definição e condicionamento. No entanto, há lacunas no conhecimento sobre as especificidades do TF voltado ao fisiculturismo competitivo. Objetivo: Investigar através de entrevistas a organização metodológica do treinamento de fisiculturistas amadores brasileiros de ambos os sexos. Métodos: Participaram da pesquisa 29 fisiculturistas amadores, sendo 17 atletas masculinos e 12 femininos. Os dados foram coletados por meio de um questionário estruturado. Resultados: Foi observado que a maioria dos atletas utilizam programas periodizados (96%), acompanham uma planilha de treinamento (51%) e fazem alterações após um mês ou mais de treinamento (72%). Em relação às características do treinamento, a maioria dos respondentes reportou que realizam 5 sessões na semana (65%), orientam as sessões por grupo muscular (48%), realizam 8-12 repetições no período off-season (86%), mais de 12 repetições na fase pre-contest (82%) e não controlam o intervalo de recuperação entre as séries (86%). Conclusão: No geral, os resultados indicam que a organização metodológica do treinamento de fisiculturistas amadores brasileiros segue em sua maioria as práticas recomendadas pela literatura científica.