O futebol nas crônicas gavionadas: identidades e representações (1949-1954)
Por Paulo Victor da Silva Santos (Autor), Luis Vitor Castro Junior (Autor).
Parte de Mais histórias da educação física no Brasil . páginas 153 - 170
Resumo
Em maio de 2008 um grupo de torcedores se aliou ao CRB (Clube de Regatas Brasil) para lançar a campanha: “Meu único time”, com o intuito de crescer a identificação dos torcedores com os clubes do próprio Estado e problematizar a relação de torcedores “mistos”.2 No dia 04 de agosto de 2019 o Esporte Clube Bahia postou em suas redes sociais a seguinte frase: “Nordestino retado torce para time do seu estado” evocando o orgulho de ser nordestino e torcer para um clube local. Em 2019, foi a vez do Fortaleza reforçar a campanha, em uma lanchonete do clube retiraram o sabor de pizza “misto” do cardápio em alusão aos torcedores que torcem para um clube de outro estado, além do clube local.3 A campanha vai muito além de uma provocação ao adversário, é uma ação que possui viés mercadológico, mas é também um ato de resistência cultural, no qual clubes nordestinos buscam reforçar uma identidade regional a partir da relação clube e torcedor.Estes episódios, – entre outros – demonstram como o futebol desempenha uma importante função social, cultural, política e econômica que extrapola o seu caráter esportivo e exerce um papel fundamental na sociedade. No Brasil, o futebol se torna um espaço de disputas no qual a própria ideia de identidade é construída a partir de símbolos e representações, mobilizando paixões e refletindo as tensões da vida coletiva.