O lazer em Salvador entre os anos de 1920 e 1935: cotidiano, espaços e experiências

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Parte de Mais histórias da educação física no Brasil . páginas 47 - 75

Resumo

De acordo com Melo (2010), os séculos XVIII e XIX foram fulcrais para o desenvolvimento do lazer, por representarem uma nova organização social perante as práticas culturais, a partir de uma gama de ocorrências impulsionadas, entre outros fatores, pela busca da modernidade, principalmente em solo inglês, francês e norte-americano (MELO, 2010). Nesta perspectiva, tendo em vista a ascensão da burguesia, a crescente luta da classe operária, as novas noções de estado, a indústria e consequentemente o avanço do capitalismo, engendrou-se uma nova organização social, econômica e cultural (MELO, 2010; VELHO, 1995; TOFFLER, 1980). Dumazedier (2001), afirma que a ocorrência histórica do lazer nos permite considerá-lo um fenômeno social e moderno, fruto do desenvolvimento industrial, ou seja, deste novo contexto social. É certo também que o desenvolvimento da indústria não foi simultâneo em todo o mundo e, sendo assim, a consolidação do que hoje compreendemos enquanto lazer ocorreu em tempos diferentes, para localidades diferentes. Deste modo, por estarmos falando de uma cidade cujas características são propícias à configuração do lazer, entre as quais: urbanização e processo de industrialização (ainda lento, mas existente), bem como das relações de tempo e trabalho estabelecidas através destes dois fatores; podemos considerar utilizar o termo lazer para falar do que até então somente era chamado de divertimento, diversão e distração pelos baianos, sem que exista prejuízo conceitual que comprometa este trabalho.Assim, este texto, trata sobre as relações da sociedade soteropolitana com as experiências de lazer, na fruição do tempo disponível, no período que vai de 1920 a 1935

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