Os clubes carnavalescos da cidade da Bahia: a dança em cena

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Parte de Mais histórias da educação física no Brasil . páginas 17 - 46

Resumo

Os clubes sociais caracterizaram-se, ao longo de sua existência, pela realização de grandes bailes e festas carnavalescas, as quais promoveram, aos seus associados, importantes experiências socioculturais, bem como aos demais frequentadores e admiradores de suas festas e de seus desfiles carnavalescos. Com inspiração europeia, principalmente para o carnaval da cidade de Nice, na França, que realizava encantadoras festas carnavalescas, também conhecidas como festas de Momo, os clubes de Salvador inspiraram-se e ao final de século XIX e após o fim das brincadeiras do entrudo, resolveram sair dos espaços fechados de suas respectivas sedes e ganhar as ruas da cidade, destacando-se em préstitos com seus belíssimos carros alegóricos. Com essa mudança de perfil da festa, a elite soteropolitana passou a realizar o carnaval de outra forma. Porém, o glamour e a elegância continuaram fazendo parte desse novo jeito de brincar a festa momesca, visto que a beleza e estética presente na cultura francesa, sobretudo, em Paris, era a grande referência deste período de modernização das capitais brasileiras. O carnaval europeizado ganhou as ruas da cidade, embora a elite soteropolitana já tivesse experimentado esse evento desde meados do século XIX, nos elegantes bailes de máscaras realizados no extinto Teatro São João e, já no início do século XX, no Teatro Polytheama, conforme registros encontrados nos principais jornais que circularam à época. Este tipo de carnaval foi totalmente protagonizado pela alta sociedade baiana, que também financiava os luxuosos desfiles, na maioria das vezes com os adereços e indumentárias que compunham as fantasias e a ornamentação dos carros alegóricos comprados da Europa.

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