“Sinto que ‘tô’ carregando o mundo nas costas”: uma análise sobre o cansaço e a sobrecarga de professoras da educação infantil
Por Kiuzany Bianca Silva Froz (Autor), Lavígnia das Graças Marinho (Autor), Laena Gomes Garcia (Autor), Rarielle Rodrigues Lima (Autor).
Resumo
A infância, um período vital que se estende desde o nascimento até a adolescência, é dividida em três fases principais: primeira infância, pré-escolar e segunda infância. Durante esse estágio, ocorre um desenvolvimento intenso e abrangente em várias áreas e investir na Educação Infantil é importante para aprimorar os diversos aspectos do desenvolvimento das crianças. A Educação Infantil é reconhecida como um direito de todas as crianças, desde o nascimento até os cinco anos de idade, conforme estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que as considera sujeitos de direitos (Brasil, 1990). As demandas direcionadas na execução do trabalho têm se concentrado para a construção das vivências dos estudantes, mas o olhar sobre as pessoas que as executam é negligenciado, ocasionando um processo de invisibilização da sobrecarga docente ao darconta de ações cada vez mais desgastantes na etapa do planejamento e execução. Ao falarmos sobre a precarização do trabalho docente destacamos a omissão de gestores/as no reconhecimento dos afazeres das professoras, especialmente na Educação Infantil, cujo nível de ensino é identificado com alto índice de desvalorização profissional, muitas vezes por ainda estar ligado a compreensão do cuidado de crianças pequenas.