Um retrato de representação de corpo a partir dos saberes médicos pelo olhar histórico

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Parte de Mais histórias da educação física no Brasil . páginas 77 - 101

Resumo

O corpo pode ser visto como manifestação e materialização de ideais e representações socioculturais. Todos os sentidos produzidos em torno e pelo corpo, as diferentes representações de corpo são localizadas no tempo e no espaço. “Os espaços, os volumes e a própria profundidade do corpo se fixam e se desenvolvem com o tempo” (Vigarello, 2006, p. 10). O corpo pode desdobrar-se em reflexo da conjuntura em que se insere. Logo, podemos assumir o corpo, os corpos como objetos de estudo que falam de si e do meio, do espaço e do tempo. Assim, buscamos que caminhar para compreensão de que, para construirmos um estudo histórico sobre o corpo, este múltiplo e complexo objeto, precisamos aprofundarmos os olhares e ampliar as leituras, expandir as sínteses, romper as barreiras superficiais e imergir em contextos mais densos. Como em toda análise histórica, em toda pesquisa científica existem múltiplas formas de discutir objetos e contextos, estas variedades formam o mosaico explicativo e analítico das histórias de cada realidade. Reconhecemos também a limitação do historiador e da pesquisa em construir um estudo que dê conta de abarcar todos os fatores que cercam cada objeto, colocando um claro e compreensível impedimento de, num único estudo, construir uma história total do que quer que seja.PROVA VIRTUAL EDITORA DIALÉTICA UM RETRATO DE REPRESENTAÇÃO DE CORPO A PARTIR DOS SABERES MÉDICOS PELO OLHAR HISTÓRICO Aline Machado Coriolano P. da Rocha Junior INTRODUÇÃO O corpo pode ser visto como manifestação e materialização de ideais e representações socioculturais. Todos os sentidos produzidos em torno e pelo corpo, as diferentes representações de corpo são localizadas no tempo e no espaço. “Os espaços, os volumes e a própria profundidade do corpo se fixam e se desenvolvem com o tempo” (Vigarello, 2006, p. 10). O corpo pode desdobrar-se em reflexo da conjuntura em que se insere. Logo, podemos assumir o corpo, os corpos como objetos de estudo que falam de si e do meio, do espaço e do tempo. Assim, buscamos que caminhar para compreensão de que, para construirmos um estudo histórico sobre o corpo, este múltiplo e complexo objeto, precisamos aprofundarmos os olhares e ampliar as leituras, expandir as sínteses, romper as barreiras superficiais e imergir em contextos mais densos. Como em toda análise histórica, em toda pesquisa científica existem múltiplas formas de discutir objetos e contextos, estas variedades formam o mosaico explicativo e analítico das histórias de cada realidade. Reconhecemos também a limitação do historiador e da pesquisa em construir um estudo que dê conta de abarcar todos os fatores que cercam cada objeto, colocando um claro e compreensível impedimento de, num único estudo, construir uma história total do que quer que seja. Na esteira desse pensamento, este texto orienta-se para compreender as representações de corpo a partir dos saberes médicos, utilizando como fontes primárias as edições da Gazeta Médica da Bahia (GMB). Centralizamos nossa pesquisa na História Cultural. Ela apresenta um rico potencial para nossa intenção de estudo que pretende se construir a partir de uma história problema, se distanciando da história factual.

 

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