Resumo
A dissertação investiga a ocorrência de violência interpessoal no esporte de alto rendimento no Brasil, analisando experiências de atletas em diferentes modalidades. O estudo parte da preocupação crescente com abusos físicos, psicológicos e sexuais dentro do ambiente esportivo, muitas vezes naturalizados nas relações entre treinadores, dirigentes e atletas.
A pesquisa utilizou questionários aplicados a atletas brasileiros de alto nível, buscando identificar:
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tipos de violência sofrida no contexto esportivo;
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frequência dessas ocorrências;
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quem são os principais agentes envolvidos (treinadores, colegas, dirigentes etc.);
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em que fases da carreira esportiva os abusos são mais comuns.
Os resultados indicam que uma parcela significativa dos atletas relatou ter sofrido algum tipo de violência durante a carreira esportiva. Entre os casos mais frequentes aparecem violência psicológica, humilhações, pressão extrema e práticas abusivas de treinamento, além de relatos de violência física e sexual em menor proporção, mas com impactos graves.
O trabalho conclui que a violência no esporte não é um fenômeno isolado, mas um problema estrutural ligado a relações de poder, cultura de rendimento e falta de mecanismos de proteção aos atletas. A autora defende a criação de políticas de prevenção, canais seguros de denúncia e programas de educação ética no esporte, com o objetivo de promover ambientes esportivos mais seguros.