Um dos temas geradores que emergiu na minha tese foi “Mães no skate”. Esse tema surgiu a partir do desabafo de algumas colaboradoras, professoras de Educação Física e mães, que expressaram o desejo de aprender a andar de skate. No entanto, apontaram que as barreiras de gênero acabam afastando essa possibilidade. Em suas falas, destacaram que ser mulher já impõe diversos obstáculos para acessar esse tipo de conhecimento e experiência; sendo mãe, essas barreiras tornam-se ainda maiores. Assim, o desejo de aprender a andar de skate passa a ser visto quase como algo impossível.
É nesse contexto que surgem redes de apoio, como o grupo de mães de Londres London Skate Mums, que se uniram para se apoiar nessa empreitada. Elas mostram que a maternidade não deve ser um impedimento para viver como se deseja e para experimentar novas práticas, mesmo aquelas consideradas pouco convencionais, como o skate. Dessa forma, o grupo desafia os estereótipos associados à modalidade.
O London Skate Mums foi criado com a missão de tornar o skate mais acessível para mulheres mais velhas, organizando encontros mensais em Londres. O clube reúne participantes com idades entre 30 e 60 anos. Uma das integrantes relata: “Às vezes vou ao parque sozinha, e sou apenas eu e 16 adolescentes. Já me acostumei, mas, quando você está começando, ajuda ter pessoas semelhantes por perto.” Além dos encontros semanais, o grupo também promove sessões em diferentes espaços da cidade e, quinzenalmente, contrata um/a professor/a para auxiliar na aprendizagem. A proposta é que as participantes possam evoluir na prática e, sobretudo, realizar o desejo de vivenciar o skate com liberdade, diversão e autonomia.
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